Economia e finanças de uma forma fácil e didática?

abril 28, 2009

Recomendo muito ao leitor que conheça um novo blog de economia e finanças, mantido por ex-alunos da FEA-USP e que promete bastante!

Criado para compartilhar idéias sobre economia, finanças pessoais, educação financeira, mercado financeiro com o objetivo de ajudar aos leitores a entender melhor o mundo econômico e buscar sua independência financeira.”

Segue o link: Economia e Finanças Fáceis


Tiro pela culatra

abril 28, 2009

E parece que não foi só o Presidente Lula que se irritou com declarações do FMI:

“Os bancos brasileiros estão sólidos, porque o Brasil tem uma regulação muito mais rigorosa do que a maioria dos países. Os bancos brasileiros continuam tendo lucros, e lucros elevados. É um sinal de solidez.” – ministro Mantega

Engraçado… O Citibank anunciou há poucos dias um lucro de R$1,59 bilhões no primeiro trimestre de 2009! Deve ter uma solidez de aço, né? Não sei com o que esse Obama está se preocupando lá… Pessoal desorientado. Tá dando lucro, tá sólido ora!

Esta é a diferença de um presidente que sabe nomear seus ministros. Aqui o Lula está tranquilo,  só na marolinha!… Claro, com um ministro desta estatura ao seu lado. Já o Obama… Ah, o Obama, coitado…

PS.: será que o ministro da fazenda estaria disposto a apostar seu patrimônio em ações do banco norte-americano altamente lucrativo?


Como se o discurso marolinha tivesse autoridade…

abril 28, 2009

Disse o Presidente da República Federativa do Brasil:

“O FMI, há muitos anos, não tem autoridade para dar palpite sobre economia brasileira. Quando deu, afundou o Brasil. Fica o FMI lá, não dê palpite, e deixe que nós tomemos conta do Brasil”

Como se o discurso marolinha tivesse autoridade para palpitar… Ok, relevemos.

Mas o que não dá pra relevar é isso: “Brasil entrará para o grupo de credores do FMI com aporte de US$ 4,5 bilhões”.

Quer dizer então que o FMI é um organismo incompetente que afunda os países alheios. Quando supostamente “afundou” o Brasil, Lula não gostou. Mas afundar o país dos outros o governo federal acha legal então?

“Colômbia pede linha de crédito de US$ 10,4 bilhões ao FMI”

“FMI aprova linha de crédito de US$ 47 bilhões para México”

“Turquia pode receber crédito de até US$ 45 bi do FMI”

Sem mais comentários.

PS.: não sou contra a entrada do Brasil como credor do FMI; apenas questiono o discurso incoerente do governo sobre o organismo internacional;


Nepom e o Google Trends

abril 14, 2009

Se o leitor tiver sugestões de bibliografia (veja o blog do Nepom), serão muito bem vindas!


Em concorrência imperfeita, não adianta chorar

abril 14, 2009

O Estado de Minas publicou recentemente uma matéria que fala, também, sobre o mercado de álcool combustível: “Com demanda menor, consumidor reclama de preço alto“.

A reclamação do jornal é de que “a queda de preços que atingiu o setor produtivo não chega com a mesma intensidade ao bolso do consumidor”:

“Nas usinas, a superoferta de álcool fez o preço despencar, enquanto nos postos de gasolina o valor cobrado pelo combustível que abastece a frota flex é praticamente o mesmo.”

“Nas usinas, o litro do álcool encolheu de R$ 0,64 para R$ 0,59, entre fevereiro e março. Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a queda média para quem produz, no primeiro trimestre, foi de 28%. Na outra ponta, levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) demonstra que, para o consumidor, o álcool ficou 4% mais barato (…)”

Eles citaram pesquisas estatísticas, portanto não são meras especulações – partindo do pressuposto de que estes números estão corretos e refletem a realidade de todo o país. De fato, a reclamação parece ter fundamento: se o preço do produto na usina caiu, por que o consumidor viu apenas uma pequena parte desta queda? Pra onde está indo a diferença?

Eu, como consumidor, se tivesse a opção, também escolheria ver o preço final cair na mesma proporção, é óbvio!

Acontece que este mercado não se configura como monopsônio (apenas um consumidor demandando toda a produção), muito pelo contrário. Por outro lado podemos admitir a hipótese de monopólio, dado que a BR Distribuidora controla, se não me engano, mais de 90% do mercado de distribuição de combustíveis no país.

Veja o gráfico abaixo (clique para ampliar):

O leitor pode observar três pontos circulados em vermelho. O nº 1 se refere à situação inicial. O custo marginal está mais alto e se refere ao preço anterior do álcool nas usinas. Com a queda no custo marginal (preço do litro de álcool cai para a BR Distribuidora), teremos um novo ponto, com preço mais baixo e quantidade comercializada maior, onde se iguala o novo custo marginal e a receita marginal: o nº 2.

Acontece que o álcool combustível possui a gasolina como bem substituto (podemos considerar como substitutos perfeitos). Para o caso da demanda por álcool, todos os consumidores têm a gasolina como opção, dado que não temos mais no mercado número significativo de carros movidos somente a álcool.

Tínhamos anteriormente, portanto, alguns proprietários de carros flex consumindo gasolina. Ao novo preço do álcool mais baixo, uma parcela deles preferirá deixar de consumir gasolina e passar a consumir álcool, elevando a demanda por este último combustível. Aí nos encontraremos no ponto nº 3 destacado no gráfico.

O ponto nº 2 não é um equilíbrio estável, pois ignora a relação de substituição entre a gasolina e o álcool e os efeitos das variações no preço do álcool sobre a demanda por álcool. Em termos técnicos: encontramos endogeneidade neste problema.

O leitor pode perceber que o preço final (nº 3) é maior que o intermediário (nº 2). Isso ocorre pelo próprio aumento da demanda por álcool. O que está ocorrendo? A apropriação do excedente gerado pela queda do custo marginal é maior por parte do monopolista do que por parte do consumidor. É por isto que o motorista se sente “lesado” ao ver isto acontecer…

Esta análise é válida, obviamente, considerando constantes todos os demais parâmetros, como o preço da gasolina, e também que a BR Distribuidora e o governo – seu controlador – não são casas de caridade.

Então, motoristas e jornalistas: não adianta chorar. São essas as regras do mercado.


Quem quer dinheiro!?

abril 9, 2009

Empresas vão propor ao governo desoneração da banda larga móvel

Virou festa esse negócio, é? Ei, Silvio, eu também quero!

PS.: até que enfim acabaram as provas no Ibmec, a famigerada “semana P1”!

PS 2.: sim, eu estava vivo esse tempo todo…

PS 3.: espero que essa noite eu não sonhe com modelo de Cagan e nem Hecksher-Ohlin de novo!