Nunca antes na história deste país um presidente passou por tamanho ridículo

agosto 26, 2009

Da Silva continua se superando: “Lula reafirma a ‘marolinha’ e cobra desculpas”

“Confiante de que não errou ao dizer que o Brasil estava pronto para o ‘espetáculo do crescimento’ e que a crise econômica passaria pelo Brasil como uma ‘marolinha’, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ontem um pedido de desculpas dos que o criticaram.”

Para que conheça o conceito de marolinha do nosso presidente, convido-o a dar uma olhada nas apresentações do Nepom de 2009.

A nossa indústria, por exemplo, estava mais pra mergulhadora do que pra pegadora de jacarezinho… Dava até constrangimento apresentar alguns gráficos, viu!..

“Nunca antes na história deste país” um Presidente da República, o mais alto cargo executivo no país, fez um papel tão ridículo para a sociedade brasileira.

Lula, peço desculpas a V. Exa. por não ter feito nada – além do protesto com um único voto – para impedir que fosse eleito e passasse por tanto ridículo diante de milhões de brasileiros. Minhas sinceras desculpas!


Porque devemos demitir o ministro do trabalho

agosto 25, 2009

Nosso Excelentíssimo ministro do trabalho continua falando batatadas: aqui e aqui.

Segundo a matemática trabalhista, 2 + 2 = 5. Veja porque:

O ministro disse que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais aumentaria a participação da folha de pagamento sobre os custos totais das empresas de 22% para 23,9%. Por isso, segundo ele, o custo da medida é de 1,99%. Não precisa fazer conta pra dizer que o raciocínio é absurdo, mas eu fiz:

Suponhamos que o custo total da empresa Lupy S/A seja de R$100. Desta forma, como a participação da folha salarial é de 22% (segundo o Ministério do Trabalho), os trabalhadores representam um custo de R$22. O restante é R$78.

Se a participação dos trabalhadores passou para 23,9%, significa que o restante passou para 76,1%. Uma regra de três simples:

76,1 está para 100, assim como 78 está para X, logo X = 102,5

Esta regra de três serve apenas para descobrirmos qual seria o total dos custos da empresa para mantermos os R$78 de outros custos, mas considerando o novo percentual de 76,1%. Assim, 78 / 102,5 = 0,761.

Ok!

Agora temos R$78 de outros custos e R$24,5 de custos com a mão-de-obra. O aumento total dos custos foi de 2,5% (de R$100 para R$102,5) e não 1,99% como alega o ministro. E o custo da folha salarial aumentou 11,4% (de R$22 para R$24,5)!

Não precisamos dizer que isso certamente provocará inflação lá na ponta: quando o trabalhador for fazer as suas compras no início do mês que vem.

E por que será, Sr. Lupi, que os empresários “abusam” tanto das horas extras? Bem, se o Sr. tivesse observado um pouco a realidade, veria que tudo na vida física é volátil. A cada mês o mercado necessita uma quantidade de produtos e serviços diferente. E eventualmente há baixas ou altas inesperadas nesta demanda. Por isso coloca-se os trabalhadores para fazer hora-extra ou ficar em casa, eventualmente, compensando o banco de horas.

Empresário não é burro de pagar 50% a mais na hora trabalhada sabendo que pode contratar um novo empregado. E por que não contratam um novo empregado então, se são tão espertos? Por que a complicação trabalhista para contratar e demitir um funcionário é tão grande que não vale a pena. É muito mais vantajoso colocar o quadro atual pra trabalhar mais. O Sr. pode aumentar o excedente da hora extra de 50% para 75%, para 200%, o que quiser.

Ainda assim os empresários preferirão isso do que contratar alguém. E se o Sr. aumentar demasiadamente este percentual, o que o empresário irá decidir é não atender às volatilidades do mercado. A produção ficará mais rígida e os preços irão disparar em situações de demanda aquecida, gerando inflação para quem? Justo os trabalhadores.

Se o Brasil quer melhorar a situação da classe denominada “trabalhadora” (não sei por que cargas d’água quem trabalha com a mente não é trabalhador no Brasil), é preciso investir em educação.

Por isso eu gostaria de fazer uma proposta: demitimos o Ministro do Trabalho e todos os funcionários públicos deste ministério. Em seguida, criamos um novo Ministério da Educação. Isso, ficamos com dois, e cada um com metade do quadro de funcionários do atual. Teremos duas redes de escolas e universidades públicas, concorrendo entre si.

A rede que tiver mais alunos e melhor qualificação nos exames de verificação de aprendizagem dos alunos terá mais verbas! Pronto. O que acha, Sr. Lupi? Topa? Tenho certeza de que os filhos dos “trabalhadores” estarão numa situação bem melhor que seus pais dentro de duas décadas.


Dieese: salário mínimo deveria ser de R$ 1.994 em julho

agosto 5, 2009

“Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 237,45, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,29 vezes maior que o piso vigente, de R$ 465,00.”

Isto me leva a concluir que o trabalhador brasileiro deveria produzir, em média, 4,29 vezes mais do que produz hoje. O que remete, por sua vez, para a constatação de que os investimentos brasileiros em educação deveriam ter uma qualidade 4,29 vezes maior do que a atual.

E também que a carga tributária deveria ser  dividida por 4,29 para incentivar a atividade econômica e liberar as pessoas que ocupam o cabideiro do Governo (pois não haveria dinheiro para pagar as suas ‘mesadas’) para trabalhar efetivamente na produção da “alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência”, os tais “preceitos constitucionais”.

Estimativa própria: em torno de 95% (margem de erro de 5 p.p. para mais e 5 p.p. para cima) das pessoas que atualmente estudam para concursos públicos dizem que estão em busca de uma remuneração melhor, enfim, da satisfação dos “preceitos constitucionais”. Eu diria o seguinte: estão em busca dos seus “preceitos constitucionais” às custas de um salário mínimo 4,29 vezes mais baixo para o resto dos seus compatriotas. Além de não produzirem nada e sugarem o que é dos outros, ainda atrapalharão o resto do país a produzir algo. É claro, não terão nada para fazer mesmo…

Belo “trabalho”!! Deveria ser tema central da campanha Lula, Dilma, Aécio, Serra e patota 2010!

PS.: quem não goste das minhas opiniões, convido a deixar de ler o meu blog; leia este.


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