(off-topic) Vídeo muito legal!

maio 19, 2009

É sobre a iniciativa privada no campo profissional, muito legal mesmo!…

Muito importante lembrar: empreendedorismo (pelo menos pra mim) não é a disneilândia, não é o país das maravilhas, nem o american dream! Empreendedorismo é trabalho, trabalho e estudo!

Caso o vídeo não abra aqui, segue o link no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=T6MhAwQ64c0


A triste história da humanidade que parou no tempo…

maio 15, 2009

Há milhares de anos, o homem caçava para sobreviver. Hoje temos alimentos a partir de vegetais e animais selecionados em laboratório.

Há milhares de anos, o homem andava com os pés descalços. Hoje temos carros, aviões, até foguetes espaciais.

Parece que desenvolvemos bastante nos últimos tempos, não é mesmo? É verdade… Mas parece, também, que, de outros pontos de vista, nós literalmente paramos no tempo.

Há milhares de anos, tribos de homo sapiens ignorantes, com formas de linguagem extremamente rudimentares, sem conhecimento ou tecnologia alguma, gastavam suas energias brigando por territórios e recursos naturais. No séc XXI… Também!

Só que hoje nós não necessariamente brigamos. Nós pegamos os engenheiros, máquinas, tudo o que foi desenvolvido para o bem-estar da humanidade, e enfiamos debaixo da terra, para construir um buraco absurdo sem utilidade alguma.

Financial Times: “Architects plan tunnel linking Bolivia to ocean” (tradução livre: “Arquitetos planejam túnel ligando a Bolívia ao oceano[pacífico]“)

“Three Chilean architects say they have come up with a way to restore Bolivia’s lamented access to the Pacific Ocean without angering Santiago – a 150km tunnel running underneath the Peru-Chile border and ending at an artificial island built with waste from the tunnel about half a mile offshore.”

bolivia_oceano

A Bolívia perdeu o acesso ao mar numa guerra que travou (e perdeu) com o Chile há 130 anos, segundo a reportagem.

Veja só a que ponto os pensamentos humanos podem nos levar. Construir um túnel sob um terreno perfeitamente apto a receber asfalto, trilhos… Um túnel para metrô, numa cidade densamente povoada, é uma coisa. Sob território deserto é outra!!

Ah sim: conflitos militares, intolerância, incompreensões, extremismos, egoísmo, etc, todos são pensamentos e atitudes comuns hoje em dia. Sim, são comuns. Mas só por isso podemos dizer que são normais?

Meu amigo, saia da sua caverna mental e abra os olhos: ISSO NÃO É NORMAL!

Se você mora numa capital brasileira, provavelmente tem uma cerca eletrificada no muro da sua casa. Eu moro em Belo Horizonte/MG. Tenho cerca elétrica no muro do meu prédio. Quase todos os prédios da minha rua têm. É comum, sim… Mas alguém discordaria de que isso não é normal numa cidade!? Há algo de muito errado por trás disso…

A reflexão é análoga para o conflito territorial e o buraco inútil boliviano…

PS.: comece a pensar e refletir sobre a humanidade atual; você vai descobrir muitas coisas que são comuns, mas que não são tão normais quanto admitia antes; digo por experiência própria; quer um campo riquíssimo para isso: observe os jovens, como eles se conduzem, como conceituam “diversão”, “aproveitar a vida”; agora pense na educação dos seus (talvez futuros) filhos; você saberá ensiná-los a descobrir o que é normal ou eles passarão a vida cavando buracos sem sentido!?


“Modelo brasileiro de energia é o mais seguro do mundo” (ahn!?)

maio 15, 2009

Presidente da Eletronuclear diz que modelo brasileiro de energia é o mais seguro do mundo“, diz a Agência Brasil.

Quando eu li isso comecei a rir… Tive de ler a reportagem toda, não me contive.

Pra começar, ele sequer cita o apagão que vivemos há poucos anos. E nem passa perto das ameaças de um novo apagão que inúmeros especialistas apontavam (até antes da crise, que reduziu as perspectivas de aceleração da economia – e do consumo de energia). É que estavam falando de outra segurança… Tá, tá bom…

Mas o pior não é isso. Vejam só:

“Ele diz que, do ponto de vista de segurança, ‘é mais fácil hoje o planeta ser atingido por um meteorito do que sofrer danos por um acidente nuclear’.”

Pergunto: o que o indivíduo esqueceu?

Respondo: a Terra tem camada de ozônio, uma usina nuclear não.

PS.: engraçado, eu não aprendi isso na faculdade de economia… ah sim, 4ª série, ensino fundamental…


O mercado financeiro, então, não serve pra nada…

maio 15, 2009

Disse o nosso presidente Lula, sobre a cobrança de IR na poupança:

Não podemos permitir que a poupança vire fundo de investimento. Queremos que essas pessoas [grandes investidores] invistam em setor produtivo que comprem um apartamento, façam uma casa, fiquem sócios, comprem ações. Queremos desenvolver a economia.”

Então o mercado financeiro não serve pra nada. Se o Joãozinho tem uma reserva de 100 mil reais, mas não quer comprar outro apartamento, não pode aplicar o dinheiro dele na poupança para que o Luisinho , recém-casado, faça um empréstimo de 100 mil reais no banco para comprar a sua primeira casa!

Para Lula, o Joãozinho deve contruir uma outra casa, que ele não usará, e o Luisinho deverá morar embaixo da ponte com sua nova família!

O programa habitacional do presidente devia chamar: “minha vida sem minha casa”!


Um pedido ao governador Serra

maio 12, 2009

Segundo a reportagem do Globo, “Serra critica Banco Central, mas diz não ver ‘má fé’ em política econômica“, o governador de São Paulo literalmente disse que o Banco Central é ignorante em matéria de economia e incompetente para guiar a política monetária brasileira, pois, de acordo com ele, as taxas de juros deveríam ter caído mais, principalmente, nos meses logo após a crise.

Serra talvez também se considere mais conhecedor da ciência econômica do que os três prêmios nobel presentes no evento em que deu suas declarações.

Pois bem. O governador – tão conhecedor de economia e política monetária – certamente sabe que o BC define a meta das taxas básicas de juros da economia observando o nível de desemprego, atividade econômica, inflação, gastos públicos, etc. O problema é que a instituição não estuda o que já ocorreu com estas variáveis no passado (isso qualquer um faz), mas o que deverá ocorrer com elas no futuro, dada a trajetória atual da economia nacional e internacional.

Como o governador afirma que teria tomado decisões diferentes do BC com relação à Selic e que suas decisões teriam sido mais bem ajustadas do que as do BC, temos a implicação de que ele certamente possui forma mais eficientes de previsão dessas variáveis macroeconômicas.

Como um servidor público e interessado no desenvolvimento econômico do país, ele bem que poderia apresentar quais são estas ferramentas e ensiná-las ao BC, tirando nossa autoridade monetária da ignorância!

Como membro integrante do Nepom, eu também gostaria muito de participar desta aulinha!..


Mais esclarecimentos sobre BC e intervenção no câmbio

maio 11, 2009

Há poucos dias o BC interviu no mercado de câmbio com contratos de Swap, o que acabou gerando desconfianças e especulações em vários segmentos da sociedade. Como o dólar estava caindo rápida e repentinamente, surgiram suspeitas de que a atitude da autoridade monetária estaria visando o favorecimento dos exportadores brasileiros.

No final, ficou esclarecido que o BACEN estava apenas aproveitando uma oportunidade para zerar a sua posição no mercado cambial futuro, ao qual estava muito exposto dadas as intervenções realizadas nos meses após a crise, com o intuito de segurar a volatilidade cambial e a forte alta do dólar.

Nada mais lógico. A função do BC não é ficar brincando ou especulando com o dinheiro do contribuinte, mas apenas equilibrar o mercado em situações totalmente adversas, como a que vivemos a partir de Setembro/2009 (devemos lembrar que, em caso de prejuízo do BC, quem cobre é o Tesouro, ou seja, o contribuinte).

Dias depois, o BC interviu no mercado à vista. Novas suspeitas foram levantadas. “E agora, já zerou a posição em Swap, pra quê mexer no câmbio, sr. Meirelles?”

Novamente tudo esclarecido: “BCs de emergentes defendem elevação das reservas“.

Penso que, pelo que tem realizado nos últimos anos, a gestão atual do BC do Brasil merece meu voto de confiança, durante o tempo necessário para a apuração dos fatos…

Mas fica aí uma amostra de que talvez a comunicação da instituição com a sociedade ainda possa ser melhorada!


Cinco meses se passaram… e o Brasil continua bem na foto

maio 10, 2009

“Brasil capta US$ 750 milhões no exterior com o segundo menor juro da história”, é a manchete da Agência Brasil.

É interessante que, há 5 meses, postei aqui (“Investidores internacionais têm mais segurança no Brasil“) sobre previsões contrárias de um analista estrangeiro:

“Melhora do ambiente de crédito (internacional) é temporária, diz Nick Chamie”, da Agência Estado

“Para Chamie, os países emergentes enfrentarão a concorrência acirrada com títulos de dívida de países industrializados.”

Ah sim! Sei quais!.. Aqueles que estão pagando – e irão pagar durante um bom tempo – juros nominais zero ou 0,5% ao ano, não é!? São os títulos daqueles governos em déficit na casa das centenas de bilhões e que já estão atolados até o pescoço de dívidas? Tá, entendi…

“Chamie afirmou que, no momento atual, ainda é muito cedo para que os investidores voltem a alocar recursos em mercados emergentes.”

Bom, Mr. Chamie, goste você ou não, o fato é que eles estão colocando dinheiro aqui.

Quando (como assim, ‘quando’!?) os investidores decidirem retornar aos mercados emergentes, o que deve demorar algum tempo (ahn!?), o Brasil, na visão de Chamie, não figuraria como um dos países que estariam em melhor posição para absorver esses recursos. O México, por exemplo, estará mais bem posicionado.”

Mr. Chamie… Não é o que os números estão dizendo!

Vamos ver como se comportam os investidores internacionais daqui para frente, mas, por enquanto, nada indica que o Brasil esteja mal visto assim… Pelo contrário.

Nada como um dia após o outro…


Impostos e elasticidade-preço da demanda

maio 6, 2009

O blog Coturno Noturno publicou sobre um estudo que abre espaço para uma discussão interessante (ao menos na minha opinião): “Carga tributária em presente para Dia das Mães chega a 59%, diz IBPT“.

É bastante comum ouvirmos dizer que esse tipo de coisa é “imoral, injusto”, e sei lá mais o quê. Por exemplo: remédios têm elevadíssimas cargas tributárias. Alimentos básicos também. Os itens alimentícios mais taxados são os da cesta básica. Pois é, parece realmente injusto, não é?

Mas existem explicações econômicas para isso. Estes produtos (presentes mais procurados para mães, remédios, cesta básica) têm elasticidade-preço da demanda muito baixa, por serem bens de necessidade e não terem substitutos próximos.

Elasticidade-preço da demanda indica quanto varia (em percentagem) a quantidade demandada de um produto, dada uma variação percentual do preço. Quando a demanda é mais elástica, pequenas variações nos preços provocam reduções mais do que proporcionais da quantidade demandada. E vice-versa.

Isso ocorre porque as pessoas precisam comer, mesmo que o preço da cesta básica tenha subido; precisam tomar seus remédios, mesmo que o preço tenha subido muito; e querem comprar determinados presentes para suas mães, pois a cultura impõe isso, independentemente do preço, de quantas parcelas será o financiamento ou o nível de extorsão do cartão de crédito…

Quando o governo cria um imposto sobre um produto, o preço dele sobe no mercado, reduzindo a quantidade demandada. Quando a demanda por ele é menos elástica, no entanto, essa redução é proporcionalmente menor, o que pode dar uma renda de tributação maior ao governo.

Mas essa não é a única razão para taxarmos mais os produtos de baixa elasticidade. Sim, o governo está interessado em maximizar a sua receita tributária. Mas, para a sociedade, em geral, a perda de bem-estar gerada por um imposto sobre produtos de baixa elasticidade é menor do que para produtos de mais elevada elasticidade.

Os gráficos abaixo explicitam de forma visual o argumento. Os triângulos em cinza claro indicam o que  os economistas chamam de peso-morto. É um bem-estar que existia, mas que, com o imposto, é perdido; não é apropriado nem pelos consumidores, produtores e nem pelo governo. É uma perda de bem-estar total. Veja que ela é menor no caso de uma demanda menos elástica:

(a diferença entre as linhas azuis horizontais é o valor do imposto, igual em ambos os casos)

imposto_elasticidade


A economia como ciência humana

maio 6, 2009

É interessantíssimo observar como os pensamentos humanos têm uma propensão a passar de um extremo a outro com assombrosa rapidez e facilidade: “BC: parte do mercado já crê em recuperação dos EUA“.

Há poucas semanas o mundo havia acabado…

Mais interessante é observar como estas peculiaridades da mente humana influenciam a matéria de nosso estudo: a economia!


(off-topic) Manifesto público: Revolta entre torcedores cruzeirenses, em Belo Horizonte/MG

maio 5, 2009

Fiquei sabendo, hoje de manhã, que há uma multidão de torcedores do Cruzeiro revoltados na capital mineira.

Os fatos: a emissora de TV Kalil Produções anunciou de forma maciça que faria a transmissão ao-vivo dos dois jogos do clássico da final do Campeonato Mineiro de 2009, disputado entre Cruzeiro e Patético-MG.

Milhares de torcedores cruzeirenses deixaram de ir ao Mineirão para assistir o jogo no conforto de suas casas ou em bares da capital.

No entanto, chegado o momento do jogo, a emissora de TV surpreendeu a torcida celeste com uma reprise do Campeonato Mineiro do ano passado!!!

Manifestações na região central da capital já preocupam autoridades da PM. Os torcedores do Cruzeiro estão revoltados e o Ministério Público ameaça mover uma ação judicial pública coletiva, ainda que reconheça não haver cifra indenizatória que repare os danos irreversíveis causados aos torcedores.

Este blog repudia totalmente a postura desrespeitosa e inadmissível da emissora.

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“Rivalidade? Já virou sacanagem!!”


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